Sites de jornais estrangeiros investem em conteúdo pago

Imagem do novo portal "The Times"

A queda nas cotas de publicidade dos jornais ingleses deve ser sentida pelos internautas nos próximos anos. “The Times”, “The Sun” e até o norte-americano “The New York Times” anunciaram recentemente que passarão a cobrar pelo conteúdo virtual de seus portais.

Nesta semana, o site paidContent, especializado no mercado da mídia e no cenário de conteúdo pago, divulgou imagens da nova edição online do “The Times”, prevista para ser lançada em junho. Os sites TheTimes.co.uk e SundayTimes.co.uk vão substituir o TimesOnline.co.uk e ambos apostarão no paywall (pague para ler), bloqueando o acesso a páginas disponíveis apenas para assinantes. Segundo informações do site, a leitura completa da edição custará uma libra esterlina por dia (R$ 2,70) ou duas libras por semana, com desconto para quem fizer assinatura anual do jornal impresso.

No começo do ano, o “The New York Times” já havia anunciado oficialmente que em 2011 cobrará pelo acesso ao conteúdo da sua versão online. O sistema é um pouco diferente do cobrado pelo “The Times”. Nele, os internautas poderão ler um número limitado de conteúdo gratuitamente por mês. Ao ultrapassarem esse limite, terão que pagar para ter acesso ilimitado ao conteúdo do site. Quem é assinante da versão impressa, ainda que apenas da edição de domingo, terá acesso livre.

Na nota oficial, o jornal alega que o sistema tenta preservar a visitação dos leitores casuais, que caem no site através de uma pesquisa ou de um link de outro blog, ao mesmo tempo em que tenta lucrar um pouco com os leitores fieis, que fazem da versão online do jornal sua leitura diária.

Outra alternativa
O grupo News International, de Rupert Murdoch, apostou em outra solução para privilegiar os assinantes e o conteúdo pago. Neste mês, o tablóide britânico The Sun Online, pertencente ao grupo, bloqueou a Meltwater, empresa que monitora a imprensa online e avisa as empresas quando elas são mencionadas em jornais. O grupo vem há um bom tempo removendo as edições online de seus jornais de indexadores de busca e agregadores de notícia.

De acordo com Murdoch, os agregadores de notícias (como o Google News) deveriam colocar na internet só a manchete dos textos, algumas frases e a opção para que o usuário assine a publicação.

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